Aplicação de consertos
Este processo tem como finalidade a aplicação dos consertos (reparos) aos danos encontrados no pneu. A aplicação do reparo tecnicamente correto tem a finalidade de repor a capacidade de carga perdida pela carcaça em razão do dano. A aplicação de um reparo subdimensionado levará à falha da carcaça em situação de trabalho próximo ao limite técnico para o qual foi construida. Esta etapa do processo de reforma de pneus é a mais importante para a preservação da carcaça que é o maior investimento do usuário de pneus. O reparo é aplicado com uma camada de coxim de ligação (borracha crua, laminada), obedecendo um critério de centralização, de acordo com o dano, e é roletado para provocar a expulsão do ar entre o reparo e a área aplicada.
Curiosidade de mercado: A desonestidade de algumas recapadoras levou muitas frotas a adotar o critério de não pagar por consertos quando os pneus são reformados. Essa atitude, equivalente a dar um tiro no próprio pé, teve suas raízes no fato das frotas descobrirem que estavam pagando por consertos que não eram siquer aplicados. Essa foi (ou talvez ainda seja) uma das mais velhas práticas usadas por reformadores inescrupulosos: orçar um preço "baixo" para a reforma do pneu e daí tirar a diferença com a cobrança abusiva de consertos (às vezes inexistentes, às vezes aplicados desnecessariamente).
As frotas que adotam a pratica de não pagar por consertos, ou que estabelecem um preço único para qualquer dimensão de conserto, ou que limitam "um" conserto por pneu, assumem o risco de provocar vida curta para as suas carcaças (um índice de rejeição maior do que o necessário) vez que, não sendo adequadamente remunerado pelo conserto, o recapador não tem nenhum incentivo de duplicar o tempo necessário para a reforma de um pneu com o objetivo de repará-lo dentro da melhor tecnologia e com as melhores matérias primas.
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